A Traição

14 10 2009

O tabu da sociedade monogâmica: traição. Hoje, pensava neste tema que me amedronta e interessa. Por que pensamos que a traição é tão ruim? Bom, uma das razões é a imposição  da sociedade. Sociedade que tem sua moral ditada pela religião; e religião que tem a monogamia como símbolo do amor. Mas o que é realmente a traição… Seria suprir o desejo (tesão) que aflora para com outros indivíduos no momento em que você está comprometido? Ou é amar mais de um ao mesmo tempo? Levemos em consideração que as duas coisas sejam traição. Ok. Então por que é que eu tenho tanto medo?

Toda a traição, seja ela amorosa ou relativa à amizade, reflete em perda de confiança. E quando a confiança se vai, é como um dente permanente que cai: não volta. Falta de confiança é sinônimo de insegurança. Insegurança pode, em determinados casos, terminar em baixa auto-estima. E tudo isso corre em um círculo vicioso, em inércia perfeita. E quanto mais a insegurança está presente, mais você tenta prender o parceito/amigo para si. Grande erro. Ele(a) vai. Baixa auto-estima passa a ser um estado natural do ser traído. Mas por que é que a traição é vista como perda de confiança? Traição simboliza então a perda de algo que, supostamente, pertence ao ser traído. Possessividade, ter, ter e mais ter. “Você é meu”. O quão egoísta seria aquele que não daria a mão a quem o traiu? Por que um homem ou mulher não pode amar a dois/duas ao mesmo tempo? Por que não se pode ter dois melhores amigos? Se ninguém é perfeito, deveríamos hipoteticamente ter a opção de, pelo menos, juntar um pouco daqui e dali para que as necessidade fossem supridas. Ou não. Não sei.

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2 responses

5 11 2009
Tsubaki

Dona Cogumelo, tenho que admitir que concordo com vc e gostei do seuu texto. O problema de fato não está no ato de trair e sim no julgamento que já foi pré-estabelecido por alguém. Agora, quanto ao egoísmo, à possessividade… São composições obrigatórias de todo ser humano. Sempre pensamos em nós mesmos primeiro e o desejo de ter alguém só nosso é irremediável.
Passe no meu blog se der na telha. 😉
Não pare de escrever.

Beijão! :*

5 11 2009
Paullo Phirmo

Estive pensando nisso recentemente e considero ter uma posição um tanto quanto rígida; por um lado.

Redundante, mas para mim a essência deste contexto é a traição em si: enganar, não cumprir um compromisso previamente estabelecido… Ou seja, fazer algo que a/o parceira/o não tem conhecimento, algo diferente do que se espera ou como disse, diferente do que foi acordado; implícita ou explicitamente. Numa relação amorosa, creio eu, a traição é basicamente viver a poligamia quando está acordado a monogamia. No entanto, eu não coloco a monogamia como símbolo do amor. Não mesmo. São “outros 500”. Penso que existem muitas e muitas formas de ser feliz. Julgamento ferrenho aqui não vale de muita coisa (ou mesmo de nada).

Nesta atmosfera a poligamia, seja ela efetiva ou furtiva é ótima , desde que aqueles que assumem um compromisso saibam e concordem com tal – Aliás, creio que na vivência da poligamia este informe nem se faz necessário. Trair, ou seja enganar é o problema. Machuva, magoa, é terrível.

Acho perfeitamente possível amar mais de uma pessoa ao mesmo tempo e até viver essas relações, inclusive sexualmente. Homens e mulheres são capazes de estarem/serem assim. Eu particularmente opto, naturalmente, pela monogamia. Digo naturalmente por quê não me interesso por outra mulher quando estou apaixonado e vivendo com uma. Eu funciono assim; de boa e sem sofrimento.

😉

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