2010…

1 01 2010

Chegou o novo ano. Muita festa, muitas promessas. Deixar um ano velho para entrar em um novo é nada a menos do que cortar o tempo. Imaginariamente traça-se uma linha entre o velho e cria-se uma esperança que simboliza o início do novo. É, até eu acredito nisso. Todo o fim de ano tenho um sentimento nostálgico, uma depressão, uma fase cheia de reflexões. É quando penso no que fiz, no que poderia ter feito, no que poderia ter feito melhor. É o momento que me arrependo e energizo esperanças e objetivos para o ano que entra. Se eu consigo realizar tudo o que planejo a cada virada de ano? Pffff, nunca. Há 13 anos tenho o “projeto-verão” como objetivo, tipicamente feminino e fútil, que visa a prática de exercícios e dietas regulares para entrar num biquíni. Daqui a um ano, serão 14 anos que o projeto existirá e será reiniciado. Hm… Soa a frustração, nao? Que seja. A cada ano, uma nova esperança.

Como dizia Drummond:

Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente

É, a esperança é a última que morre e a aquela que nos mantém viva.

E é por isso que já escrevi num papelzinho o que tenho planejado para este ano. Abrirei-o em 2011. =D

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