A Solidão

9 12 2009


Estive pensando sobre a solidão – ou melhor, sobre a minha necessidade de solidão. Depois de muito tempo que passo junto com pessoas, eu necessito de um tempo. Um tempo pra mim, pra minha vida, pros meus pensamentos. Nem que eu não faça nadica de nada, mas ficar só é essencial. O silêncio, do qual falarei posteriormente, faz parte do meu ser. Talvez ele seja parte da minha fobia social, mas de qualquer forma, necessito.

Gosto de ir ao centro da cidade com um livro e sentar-me em um café. Ficar a ler acompanhada de um espresso e minhas interpretações. Depois, andar à beira do lago e acompanhar o pôr-do-sol. Muito bom. Conversar com meus sentimentos, pensar sobre o mundo e refletir sobre a minha vida.

Só assim é que eu me dou conta que existo. E só assim é que percebo que determinados instantes da vida é que fazem-na valer por inteira.* Hei de repetir assim que parar de chover.

* O momento. Talvez, no exato instante da sua ocorrência, ele não venha a ser tão importante. Mas quando olho para trás, percebo o quão extraordinário ele foi simplesmente pela sua lembrança e sentimento que daí aflora. Perfeito. Existem alguns que marcam logo de início e ficam até a morte. Mas, na sua maioria, são pequenos e por muitos desvalorizados. Quem é que lembra-se do outono, das folhas secas ao chão e do barulhinho maravilhoso que ecoa quando nelas se pisa? Quem é lembra-se da “coisa” gostosa que é mastigar uma bala 7-belo? Bom, eu páro a minha rotina para pensar exatamente nestes pequenos instantes da vida… Segue posteriormente um post sobre a independência e sua forte ligação com a solidão.

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