Sobre o Post da Fala – Hipótese de Sapir-Whorf

22 12 2009

Depois de um jantar na passada sexta-feira, tive uma conversa com uma linguista a respeito do ser-falar-pensar que já citei aqui. Contei a ela a minha ideia, que surgira de uma visita a um café, e para meu espanto, a hipótese de Sapir-Whorf explica exatamente aquilo que eu tentei explicar anteriormente.

Aqui vai um trecho de um texto de Phil Bartle e traduzido por Beatríz Trapp:

“Desde que nascemos, somos inundados com centenas de milhares de pedacinhos de informação por segundo, como som, cheiro, toque, temperatura e visão.

Eles são muitos e aleatórios. Em si, eles não têm significado.

É somente através de nossa interação com outro seres humanos que começamos a aplicar significado, e começamos a colocar um número de diferentes pedaços de informação nas mesmas categorias, palavras.

Estas palavras, ou categorias de grandes números de pedaços de informações, diferem de idioma para idioma.

Quando você observa alguma coisa, por exemplo, seu instrutor de sociologia na aula, você não obtém exatamente o mesmo grupo de informações que seu colega.

Duas coisas (inclindo alunos) não podem ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo.

Mesmo assim você normalmente concordaria que vocês dois viram a mesma coisa naquele momento.

Muito trabalho foi feito com a linguagem das cores, porque podemos usar esquemas de cores de cultura para cultura, então desenhar mapas comparativos das fronteiras entre cores.

Português, por exemplo, tem duas palavras separadas para vermelho e a mistura de vermelho e branco (rosa) mas não tem duas cores para azul e a mistura de azul e branco.

Alguns observadores atribuiram à linguagem um fator no vencimento da corrida espacial pelos Soviéticos em 1957, colocando Sputnik, o primeiro satélite construído por humanos, na órbita da terra.

A linguagem russa tem um tempo discontínuo, onde algo continua, para, então continua novamente.

Isto, por sua vez, permitiu que os matemáticos russos trabalhassem com maior facilidade com o conceito de algo dividido por zero, derivadas.

Isso, por sua vez, permitiu que os matemáticos russos e cálculo ficassem muito a frente dos americanos e europeus ocidentais.

Esta matemática avançada, por sua vez, foi um fator para os soviéticos colocarem Sputnik no espaço.”[sic]

Demasiadamente interessante, apesar de não haver comprovações o suficiente para tornar-se teoria.

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