Nostalgia.

26 08 2009

O degrau abaixo da saudade. A nostalgia… Sua etimologia é um tanto quanto poética e diz tudo: a palavra origina-se do grego, mais precisamente da junção de nostos e algos. Nostos significa retorno ou regresso. Algos, dor ou sofrimento. Eis o sofrimento do regresso. A dor. Pensar naquilo que não mais volta é, de certa forma, sufocante. 

A nostalgia é amarelo-laranja. Escurece como o pôr-do-sol, que simboliza o dia que nunca mais retorna. É o capítulo final daquele ótimo livro, é fim de uma história. É música daquela época, é música de LP, é preto e branco, é morte sem morrer.
Tornar-se-á saudade quando não houver mais dor.

bicho da seda





Sobre a Saudade

21 08 2009

Saudades. Quem nunca sentiu? A saudade é a lembrança de um momento. Uma lembrança tão perto de algo que provavelmente já está longe. A memória de momento efêmero que vem à cabeça e desperta reações químicas no nosso corpo e, por não entendermos muito bem, chamamo-na de saudade. Ela vem daquilo que um dia vivemos e amamos – ninguém tem saudade do sofrimento – e parece trazer consigo o sentimento que ocorria naquela exata situação. E assim, o momento e sentimento efêmeros eternizam-se. Ao ver uma foto, sentir um cheiro, ouvir uma música: o momento torna e retorna, num ciclo infindo de sentimentos. Ênfase: a saudade eterniza. Tudo isso contou-me o magnífico Rubem Alves em um de seus livros que descreve o amor e seus princípios.
(E quando cito o amor, refiro-me ao sentimento construído e duradouro, não a mera paixão. Merece um post)